Sou filha única de pais separados. A forte convivência com a minha mãe na infância me trouxe muitas perspectivas positivas sobre mim mesma, mas também me impulsionou para uma longa jornada de autoconhecimento. Essa busca ficou ainda mais intensa aos 21 anos, quando engravidei e sofri a perda do meu bebê.
A dor do luto me fez questionar tudo. Descrente da religião em que estava inserida, comecei a me agarrar à ciência pura e, inconscientemente, fui sendo guiada para as terapias holísticas na tentativa de encontrar explicações e curar a minha dor. O tempo passou e a minha fé na humanidade me levou ao Budismo. Foi lá, através de meditações profundas, que tive um insight claro que mudaria a minha vida: eu precisava trabalhar pelas crianças. Eu havia vindo para auxiliar uma próxima geração.
A coragem de mudar a rota naquela época, eu tinha um bom emprego em Negócios da Moda (minha primeira graduação) e, à noite e aos finais de semana, trabalhava no Teatro — horas na coxia cuidando dos figurinos, horas no palco atuando (minha segunda graduação). Eu amava aquela vida, sou imensamente grata às pessoas que conheci, mas no fundo, sentia que estava no lugar errado. Faltava propósito.
Consciente da minha verdadeira missão, juntei recursos, deixei aquelas profissões para trás e escolhi a Pedagogia. Me formei e fui trabalhar em escolas, preparando o terreno para o que ainda estava por vir.
Foi então que realizei o meu maior sonho de infância: me tornei mãe de gêmeas, de forma natural. Mas a vida tem formas intensas de nos ensinar. Minhas filhas nasceram no auge da pandemia de Covid-19. De repente, eu e meu companheiro nos vimos desempregados, trancados em casa, com dois bebês recém-nascidos.
O peso daquele cenário me empurrou para uma depressão profunda. A solução que a medicina tradicional me ofereceu envolvia medicações que me obrigariam a parar de amamentar. Porém, a amamentação havia sido uma conquista dura, minhas filhas amavam aquele momento e eu me recusei a tirar isso delas.
Foi nesse impasse que a minha vida mudou. Busquei alternativas e encontrei na Aromaterapia, nos Florais de Bach, no Reiki e no Thetahealing as ferramentas para me reerguer. Em apenas 15 dias, vivi uma transformação tão poderosa que decidi me aprofundar e me certificar em todas essas técnicas, somando a elas a Constelação Familiar, a Astrologia e o Mindfulness. Eu precisava ajudar outras mães a encontrarem essa mesma luz.
Mesmo curada e sendo pedagoga, eu me via em um dilema que muitas mães conhecem: eu jurava que seria a melhor mãe do mundo, mas me sentia fazendo tudo errado. Fui buscar respostas na especialização em Educação Parental. Foi ali que as peças finalmente se encaixaram. Percebi que, ao unir toda a ciência do desenvolvimento infantil com a profundidade das terapias holísticas, era possível ir muito além. Foi assim que nasceu o meu próprio método: a Parentalidade Holística, onde olhamos de forma integrada para a mente, as emoções, o corpo físico e a espiritualidade de todos os integrantes da família.
Eu fui a primeira prova viva de que o meu método funciona.
Hoje, sou uma filha feliz e em paz com os meus pais. Sou uma companheira realizada, caminhando ao lado de alguém que está comigo para tudo. Sou a mãe de gêmeas que sempre sonhei ser. Sou uma mulher em paz com a minha própria história e com a certeza absoluta de que estou cumprindo a minha missão na Terra.
Se você chegou até aqui, eu quero te dizer que a maternidade não precisa ser um sinônimo de exaustão e anulação. É possível resgatar a sua identidade, curar as suas feridas e guiar o desenvolvimento dos seus filhos com respeito, segurança e muita leveza.
Eu já estive no escuro e encontrei o caminho. Estou aqui para segurar a sua mão e te ajudar a encontrar o seu.